
O Microscópio óptico é um instrumento usado para ampliar, com uma série de lentes, estruturas pequenas impossíveis de visualizar a olho nu. A ampliação consiste no grau de aumento da imagem em relação ao objeto e feita com alta resolução.
Acredita-se que o microscópio tenha sido inventado em 1590 por Hans Janssen e seu fiIho Zacharias, dois Holandeses fabricantes de óculos. Tudo indica, porém, que o primeiro a fazer observações microscópicas de materiais biológicos foi o irlandês Antonie van Leeuwenhoek (1632 - 1723).
Os microscópios de Leeuwenhoek eram dotados de uma única lente, pequena e quase esférica.
Foi também Leeuwenhoek quem descobriu a existência dos "micróbios", como eram antigamente
chamados os seres microscópicos, hoje conhecidos como microorganismos.
"Desde o tempo de acadêmico na FO-USP, anos 80, ouvia os professores dizerem que a cavidade
bucal é um espaço pequeno com estruturas menores ainda, muito úmido e sem iluminação;
situação que exigia extrema atenção do Cirurgião-Dentista. Pude observar que alguns
professores utilizavam lupas com variados aumentos.
Ao adquirir uma lupa de 4x de aumento fiquei entusiasmado, pois consegui visualizar detalhes
que eram impossíveis anteriormente. Os procedimentos de restauração, preparos para próteses,
as cirurgias etc... eram feitos com mais precisão.
Mas foi em 1996, no congresso da American Association of Endodontists, em Dallas, Texas,
que notei em alguns stands o que é hoje chamado de Microscópio Operatório. Manipulei vários
modelos e fiquei embevecido, porque agora eu tinha possibilidade de ter magnificação
(aumento) de 4x, 10x, 16x, 25x e 40x, e mais ainda, iluminação de elevada qualidade.
Desde então temos feito uma outra Odontologia; uma Odontologia absolutamente rigorosa, com altíssima precisão, qualidade e detalhes, que é impossível de ser realizada a olho nu ou mesmo com as lupas. Além disso, existem situações que são insolúveis sem o uso do microscópio. Dentes que no passado eram condenados à extração, agora podem ser preservados.
As particularidades observadas por meio da microscopia operatória nos permitem:
a) elaborar próteses estéticas com filigranas indescritíveis;
b) fazer cirurgias com muito mais minúcias, inclusive a fixação de implantes osseointegrados;
c) recobrir retrações da gengiva com microcirurgias;
d) remover instrumentos fraturados e solucionar problemas de perfurações, causadas por acidentes, nos tratamentos de canais;
e) diagnosticar cáries e tecidos doentes com mais precisão;
f) realizar restaurações estéticas com muito mais detalhes."
A nossa clínica está equipada com microscópio operatório de última geração e estão acoplados ao seu corpo uma filmadora digital e uma câmera digital.
Desta forma é possível documentar as imagens antes, durante e depois do tratamento. Os filmes e fotografias são arquivados em banco de imagens num notebook, o que constitui um excelente material a ser consultado tanto pelo cirurgião-dentista quanto pelo cliente.
Essas imagens também são usadas como subsídios para se fazer o diagnóstico, o plano de tratamento e o prognóstico de casos clínicos de grande complexidade.
Dispomos, do mesmo modo, um conjunto de micro câmera e óculos 3D. Esse equipamento nos permite examinar, com magnificação (grandes aumentos), o nosso paciente, em sua primeira consulta. Com essa tecnologia, o Cirurgião-Dentista avalia o cliente em monitor específico e o cliente assiste o seu exame, ao mesmo tempo, através dos óculos 3D. Além disso, durante esse exame o profissional explica ao cliente, em tempo real, as suas necessidades de tratamento.
Em síntese, é impossível pensar em fazer Odontologia de qualidade, no século XXI, sem o emprego da magnificação
através da microscopia operatória, tecnologia fundamental para o desempenho profissional.
Palavra do Diretor Clínico – Prof. Dr. Cledson Azevedo